Portugal entra à campeão no Mundial de Futsal Feminino

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Ao quarto jogo, o verdadeiro ambiente de Mundial chegou a Oliveira de Azeméis. As bancadas encheram e Portugal fez por merecer o apoio do público, com uma exibição de grande nível, principalmente nos primeiros vinte minutos, período em que as jogadoras portuguesas estiveram perto de atingir a perfeição, perante um adversário organizado, mas que não revelou argumentos suficientes para contrariar o maior poderio luso.

A Equipa das Quinas venceu o Japão por 5-1, mas o resultado poderia ter alcançado contornos superiores, não fora a falta de eficácia revelada na hora de atirar à baliza.

Marcar ao quarto minuto já foi tarde

Logo no primeiro minuto, Rita Martins acertou no poste, ainda com desvio da guarda-redes. Sem tempo para se refazer do susto, a Selecção do Japão sofreu um novo assalto à baliza de seguida, com Inês Fernandes a ter o golo nos pés por duas vezes. A intensidade que as comandadas de Jorge Braz impunham ao jogo, aliada à qualidade técnica e táctica, fez com que as oportunidades surgissem em catadupa. Um grande passe de Inês Fernandes quase permitia a Daniela Ferreira marcar, mas esta errou o alvo. Era o ensaio para o golo que viria a seguir, por intermédio de Ana Azevedo, num grande lance individual que terminou com um remate rasteiro e colocado.

Finalmente estava feita justiça no resultado, mas Portugal estava insaciável e não abrandava. Mélissa tirou a guarda-redes do caminho e atirou ao lado, antes de Inês Fernandes quase levantar o pavilhão com uma iniciativa individual que começou num roubou a bola à entrada da área portuguesa, antes de passar por toda a gente e obrigar a guarda-redes contrária a defesa apertada.

Só aos 10′, Ana Catarina Pereira foi obrigada a intervir, com uma defesa aparatosa a remate de meia distância de Kaede Sato. Pouco depois, Mélissa aproveitou uma atrapalhação da guarda-redes japonesa para oferecer o golo a Sofia Vieira, com esta a não desperdiçar. 2-0 e Ana Catarina a dar tranquilidade na baliza nas poucas vezes que foi chamada a intervir. Extraordinária foi a defesa a remate fortíssimo de Kichibayashi.

Aos 14′, Mélissa apontou o seu primeiro golo da noite com uma finalização exemplar a concluir uma excelente transição ofensiva de Portugal. Coube depois a Maria Martins fechar as contas do primeiro tempo, após um roubo de bola de Inês Fernandes que não foi nada egoísta e ofereceu-lhe o golo.

Gestão de esforço diminuiu a intensidade

Portugal entrou para a segunda parte com uma vantagem de dois e golos e no pensamento das jogadoras lusas já estavam os jogos diários que seguem na competição. Por isso não foi de estranhar que o ritmo abrandasse e a gestão física começasse a ser feita. Ainda assim, o conjunto luso nunca perdeu o controlo sobre o jogo.

As melhores situações de golo saíram dos pés de Daniela Ferreira e Rita Martins. A primeira acertou na barra após assistência de Melissa e a capitã fez a bola embater com estrondo no poste.

Sem nada a perder, o técnico japonês, Masaaki Arihara, fez avançar Koide para a posição de guarda-redes volante. A estratégia do 5×4 deu os seus frutos com a obtenção do tento de honra das nipónicas, apontado por Kichibayashi com um desvio de cabeça. Pouco depois e já ao som dos cânticos de incentivo vindos da bancada, uma grande iniciativa de Ana Azevedo permitiu a Mélissa fechar as contas da partida, ao marcar na recarga.

Boa arbitragem de Oleg Ivanov (Ucrânia) e Samsudin Bin Ibrahim (Malásia).

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