Brasil conquista o «tri» e acaba com sonho da Seleção Feminina de Futsal

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“Terminou o sonho luso de conquistar o título mundial feminino, perante os seus adeptos, em Oliveira de Azeméis. A Equipa das Quinas não foi capaz de contrariar o maior poderio do Brasil, selecção que voltou a demonstrar estar acima de todas as outras com a conquista do tricampeonato, fazendo o pleno das edições realizadas até ao momento do Torneio Mundial de Futsal.

Marcos Sorato tinha dito que para o Brasil vencer a final teria de fazer muito mais do que na véspera [na meia-final com a Rússia]. As suas jogadoras entenderam o sinal de alerta e realizaram uma grande partida acabando por merecer o troféu, perante uma selecção portuguesa que nunca virou a cara à luta e vendeu cara a derrota, terminando a sua participação no Mundial com um saldo claramente positivo. Em três edições disputadas, Portugal colecciona dois segundos lugares e um terceiro.

Entrada forte do Brasil

O Brasil entrou a assumir o jogo, perante Portugal mais expectante, preocupado em fechar os caminhos da sua baliza. A primeira situação de perigo aconteceu, aos 3′, numa iniciativa da brasileira Juliana, com Ana Azevedo quase a introduzir a bola na sua própria baliza ao efectuar o corte. Pouco depois, foi a vez da guarda-redes Ana Catarina negar o golo a Cilene.

As jogadoras portuguesas pareciam acusar alguma ansiedade mas foram soltando-se aos poucos. A capitã Rita Martins dava o mote com um remate acrobático no interior da área que quase levava o público – que uma vez mais preencheu por completo as bancadas do Pavilhão Dr. Salvador Machado – ao delírio, mas a bola saiu ao lado. Na resposta, o Brasil voltou a estar perto de inaugurar o marcador, mas Ana Catarina foi gigante a negar o golo às brasileiras, com duas monumentais defesas.

Golo brasileiro fez despertar Portugal

Jorge Braz não estava agradado com o que via e pediu o seu tempo técnico ainda antes do sétimo minuto decorrido. Só que o Brasil continuava por cima e materializou a sua superioridade em golo, aos 11′, com Valéria a aproveitar uma falha de marcação para progredir sobre o corredor esquerdo, descobrindo depois Cilene ao segundo poste, com esta a empurrar para o fundo das redes.

Portugal reagiu bem ao golo sofrido e Mélissa poderia ter empatado no minuto seguinte, não fora seu remate ter encontrado o caminho do poste depois de um ligeiro desvio da guarda-redes Joziane. Pouco depois, uma boa combinação entre Pisko e Sofia Vieira, permitiu à primeira aparecer em boa posição e obrigar Joziane a defesa apertada. Mas o melhor lance do ataque português ao longo de todo o jogo estava guardado para os 15′, com Mélissa a voltar a estar perto do golo, negado pela extraordinária defesa de Joziane.

Segundo golo foi um balde de água fria

E seria no melhor período luso que o Brasil voltaria a marcar, num momento de desconcentração de Mélissa ao atrasar a bola à sua guarda-redes quando não o podia fazer. No livre marcado no limite da área, Vanessa não perdoou com um remate forte e colocado de pé esquerdo. Era um balde de água fria para as aspirações da Equipa das Quinas que tinha agora dois golos de desvantagem para recuperar.

Portugal melhor no início do segundo tempo

No segundo tempo, Portugal entrou determinado em reverter o resultado e por momentos encostou o Brasil às «cordas», só que a pontaria não estava afinada. Que o diga Rita Martins que começou por ver um remate seu ser desviado antes de a bola passar muito perto do poste. Logo a seguir, a capitã portuguesa voltou a não ter a felicidade do seu lado, desperdiçando mais duas ocasiões soberanas de golo, a última das quais negada pela intervenção de Cilene perto da linha de golo, quando a bola se dirigia para a baliza.

Terceiro golo aniquilou as pretensões lusas

Na baliza do Brasil, Joziane parava tudo o que havia para parar, tal como aconteceu no remate de Inês Fernandes, aos 25′. Este lance precedeu o terceiro golo «canarinho», apontado por Marcela que, conduziu e finalizou, com muita qualidade, uma transição ofensiva. Foi um «tiro» letal nas aspirações lusas. A partir daqui, Portugal deu sinais de incapacidade para dar a volta a uma situação que lhe era desfavorável, ainda para mais quando tinha pela frente uma selecção que era só a detentora de todos os troféus das duas edições do Torneio Mundial de Futsal Feminino, realizadas em anos anteriores.

Aos 32′, surgiram duas situações claras de golo, repartidas pelas duas balizas. A brasileira Tatiane acertou no poste, com a bola a sobrar para Ana Azevedo que ia marcando um golo monumental após «partir os rins», por duas vezes, à mesma defensora, mas a conclusão saiu ao lado.

5×4 inconsequente

Sem nada a perder, Jorge Braz fez avançar o 5×4, a seis minutos do final, com Pisko a ocupar a posição de guarda-redes volante. Mas a estratégia revelou-se inconsequente porque Portugal circulava a bola de forma lenta e permitia ao adversário manter-se sempre equilibrado defensivamente. A melhor situação de golo até final acabou por pertencer ao Brasil, quando Vanessa acertou em cheio no poste, na cobrança de um livre.

As árbitras Irina Velinakova (Rússia) e Raquel Gonzalez (Espanha) revelaram-se à altura das exigências de uma final, errando poucas vezes e sem influência no resultado.”

Comentário: “André Borges”

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