Entrevista a Márcio Coelho Vice-Capitão da Équipa de Futsal da Balantuna

Esta semana temos o prazer de dar a conhecer Márcio, o nosso vice-capitão. Uma entrevista muito completa e recheada de sabedoria, que até remete-vos a pegarem na calculadora para tirar partido de toda a informação. Vamos a ela: 

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Nome completo?

Márcio Eduardo Da Rocha Coelho

Idade?

1156

Posição?

Fixo

Clubes que representaste?

Não consigo precisar as datas mas em futebol de onze:

Baguim, Montezelo, Sport Rio Tinto e Cerco do Porto

Futsal: Dragões de Baguim, Baguim, Águias da Areosa e Balantuna

Época mais marcante e porquê?

Todas as épocas nos deixam marcas, umas pela positiva outras nem tanto mas há sempre umas que se diferenciam das outras, uma delas foi no águias da areosa mas pelos piores motivos, pois foi uma época em que a nível de jogadores foi das equipas onde tive a possibilidade de jogar ao lado, de excelentes praticantes mas não conseguimos formar um grande balneário, o que acabou numa descida de divisão, esta época foi acima de tudo uma lição de vida, não basta sermos ou pensarmos que somos os melhores, se cada um remar ao contrário do outro, não saímos do mesmo sitio.

Depois uma época no Baguim, por ter sido, um ano em tive a possibilidade de ter jogado ao lado de amigos em que já nos conhecíamos, há já alguns anos, amigos de infância e de escola, éramos mais que uma equipa, como se fossemos uma grande família, essa ficou marcada acima de tudo pela amizade e por tudo aquilo passamos dentro e fora da quadra.

Outra delas, sem dúvida, a Balantuna, não se pode esquecer que se fiz parte de uma equipa que logo na primeira época sobe de divisão e conquista uma taça. Ainda mais com o balneário muito forte que conseguimos criar e com todas as amizades que aqui já fiz em quase dois anos.

Tendo transitado da época passada, recordas algum momento especial no ano de estreia da Balantuna?

Sem dúvida que recordo, quando o Dani, o nosso capitão, levantou a taça na final ,esse é o momento que recordo com mais satisfação, qualquer jogador treina e joga para conquistar títulos.

Possuis uma vasta experiência e tiveste passagens por diversos clubes. O que encontraste de positivo no clube e algo que penses poder melhorar?

O que mais gosto de ver, é a dedicação e organização por parte dos dirigentes da equipa, sempre tentando dar tudo o que podem aos elementos da equipa, fazendo com que o mister se preocupe apenas em treinar e os jogadores em jogar, tudo bem que deve ser assim mas acreditem que a este nível poucos o fazem, mas aqui cada um sabe o seu papel.

Por vezes o que temos a melhorar não depende só de nós, depende de onde estamos e com quem estamos e à medida que vamos subindo de nível, que eu espero que aconteça, as exigências vão sendo cada vez maiores mas se isso acontecer tenho a certeza que da forma que se trabalha, o clube vai conseguir acompanhar, para já penso que pedir mais não seria justo, passo a passo se chega ao longe.

Época nova, vida nova. Foi fácil adaptares-te ao novo estilo de jogo? Quais as melhorias que consideras relevantes do ano passado para este ano?

Duas épocas, dois treinadores, com estilo de jogo diferente, óbvio que não é fácil, demorou um pouco a encaixar uma nova forma de jogar, para mim foi como começar do zero pois nunca tinha jogado com este estilo de jogo mas penso que isso já lá vai e que não só eu, como toda equipa neste momento compreende melhor o que o mister nos pede.

Não gosto de fazer comparações, seja a nível táctico ou a nível individual, como se costuma dizer, cada um de nós dá o que tem e a mais não é obrigado. Cada treinador tem a sua forma de treinar e cada jogador as suas próprias características, por isso mesmo não existem duas equipas iguais.

Independentemente do estilo, sempre mostraste bastante serenidade dentro da quadra. Como consegues ser tão regular? Pensas que esta “veterania” contribui para a toda a equipa se sentir mais calma e segura?

Há uns anos atrás, houve alguém que me disse que sempre que fosse para um jogo, para ser eu próprio, para não ser menos mas também para não ser muito mais, ou seja, para não inventar. Cada um de nós tem as suas próprias limitações e se tivermos consciência delas, ajudamos muito mais a equipa do que aquilo que imaginamos. É essa a mensagem que eu gostaria de passar, a regularidade ganha-se percebendo aquilo do que “apenas” somos capazes.

Foste promovido a vice-capitão esta época e com isso as tuas responsabilidades dentro do grupo. Qual a tua opinião sobre o balneário e o que mudou desde o início da época até agora?

No princípio de época como é normal, havia quem entrasse mudo e saísse calado mas penso que neste momento toda a gente esta adaptada e a prova disso é a boa disposição com que todos encaram o antes, o durante e o pós treino.

Estamos a lutar pelos primeiros lugares após um início intermitente. O que achas do nosso desempenho até ao momento e o que nos aguarda até ao fim do campeonato?

Como disseste, um início intermitente, neste momento não nos permite uma grande margem de erro, podíamos e devíamos ter feito bem melhor no início mas talvez, sem arranjar desculpas, isso tenha sido consequência de uma adaptação a uma nova realidade, a uma nova forma de jogar e á integração de novos jogadores, neste momento estamos bem melhores e tenho a certeza que pelo menos, vamos lutar até ao fim, jogo a jogo pelo melhor resultado possível.

Achas que a tua veterania pode começar a “pesar” num futuro próximo? O que prevês a curto e longo prazo e que pensas do futuro da Balantuna?

Claro que a idade não perdoa mas enquanto me sentir com capacidades para jogar, sendo útil á equipa e as pessoas pensem o mesmo de mim, direi sempre presente.

Em relação ao futuro da Balantuna, se a mentalidade for a mesma que se tem visto até então, não será difícil de ver que o futuro será risonho, reparem no que já conquistaram no pouco tempo de existência e continuem a acreditar que é possível ir cada vez mais longe.

Desejos para 2014?

A nível pessoal o mesmo de sempre, saúde e trabalho, é o que se pede.

A nível desportivo, lógico que é poder cumprir os objectivos traçados pela Balantuna.

Algum comentário a fazer?

Primeiro de tudo, dizer que não foi fácil, ver partir no final de época pessoas que partilharam o mesmo balneário comigo durante um ano, todos eles por opção é certo, ainda assim agradecer a amizade de todos eles, ao Sérgio e ao Quim, amigos de longa data e que ainda hoje essa amizade permanece, ao mister Felício por tudo aquilo que nos deu, pela forma como preparava treinos e jogos, um trabalhador incansável, disse-lhe muitas vezes, e digo-o agora também, que com a idade que tenho nunca esperei aprender tanto o quanto aprendi, obrigado por tudo. Ao Santos, ao Ismael que continuam connosco mas não de forma tão presente, ao Drazy e mais recentemente ao Saraiva, assim com o Felipão, pela forma como foi fácil criar uma amizade convosco, e peço desculpa se me esqueço de alguém.

À direcção por tudo o que faz por nós, também muito obrigado, e que continuem o excelente trabalho.

Ao mister, que continue a acreditar e acima de tudo que continue a nos fazer acreditar, como tem feito até aqui, não só pela forma como põe em prática as suas ideias mas também pelos discursos que tem connosco. Não há duvidas que tem o dom da palavra e isso, por vezes , vale mais que um canto ou um livre estudado.

E aos meus ”MENINOS”, queria pedir para que, tentem primeiro de tudo, entender a mensagem que vos passam a cada jogo e treino, principalmente a mensagem que o mister tenta passar, nem que seja cada um à sua maneira mas que isso se reflicta pela positiva dentro da equipa e essa mensagem na minha forma de ver, é que temos que buscar a perfeição, podemos nunca encontrá-la, pode até não existir mas uma coisa vos garanto, se formos atrás dela, a cada treino, a cada jogo, vamos melhorar, vamos ficar cada vez mais fortes e é isso que se pretende.

Não podia como é óbvio, terminar sem agradecer, ao nosso “capitão”, o tal que é sempre gamado, possivelmente até quando está a dormir, pelo convite feito e pela amizade, e claramente ao Pinto, por tudo o que ele é, pela incrível humildade, pela garra, pela capacidade de sacrifício, e lá no topo, pelo grande amigo que é.

Observação: Aposto que todos foram à calculadora ver o resultado da raiz quadrada de 1156, era escusado, o resultado é 34.

Entrevistado por “Hugo Tavares”

Foto de “Miguel Oliveira”

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