Entrevista ao Treinador Principal da Balantuna – João Lourival

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HT: Bom dia mister,

Antes de mais quero agradecer a tua disponibilidade para responderes a esta entrevista. Para começar, nome e idade, e uma pequena descrição do teu currículo até ao ingresso na Balantuna?

JLS: João Lourival – 48 anos

Iniciei nas lides do futsal por volta do ano de 1990 (o futsal tinha a designação: Futebol de Salão), nessa altura e durante 8 anos passei por todos os escalões da Associação Académica de Leça obtendo dois títulos de campeão da 2ª Divisão de Juniores épocas 1999/2000 e 2010/2011.

Outros clubes por onde passei: Praia-Mar – Barranha – Arca – Sangemil – Cohaemato e Miramar

HT: Quando foste contactado pela Balantuna, qual a ideia prévia que tinhas, pois todos sabemos que a Balantuna ainda não é um nome sonante no futsal no distrito do Porto?

JLS: Estaria a mentir se afirmar que conhecia a Balantuna na altura em que me contactaram, nem fazia ideia do local onde o clube estava sediado.

Como diz e bem a Balantuna ainda não era um nome “sonante” no futsal do distrito do Porto e de facto não era, mas tenho a sensação que neste momento tudo mudou e a grande maioria das pessoas ligadas ao futsal no norte conhece ou já ouviu falar do clube por vários motivos.

HT: Após 1 ano ao comando da nossa equipa, o que mudou na tua opinião inicial, e quais os aspectos positivos e negativos com que te deparaste neste período?

JLS: O que mudou é como já referi o facto de pessoas extra Balantuna nesta fase não perguntarem quem é esse clube e onde fica (já todos sabem).

Negativamente apenas o facto de o clube para já dispor de poucos meios humanos apenas conta praticamente junto da equipa com o sempre presente presidente Nuno Moura e a pessoa que se encontra na minha frente, director/treinador GR Hugo Tavares.

Positivo é o ambiente que se vive dentro e fora do balneários com todos os elementos do grupo mas principalmente a camaradagem entre os jogadores o que é importantíssimo.

HT: No ano de estreia, conseguimos uma subida de divisão, que apesar de “demorada”, pensas ser um prémio justo para todos que estiveram envolvidos na época 2015/2016 da nossa equipa?

JLS: Completamente justa a subida de divisão, fomos a meu ver uma das melhores equipas da divisão de Honra, o campeonato é uma prova de regularidade e os números não mentem, fomos a melhor defesa do campeonato e o quarte melhor ataque, é naturalmente um facto a realçar.

HT: A época que se inicia traz um novo patamar, e com isso, novos desafios. O que perspectivas para a época 2016/2017 da Balantuna na Divisão de Elite?

JLS: Temos de ter a consciência que este ano de estreia na divisão de Elite vamos enfrentar dificuldades em virtude de irmos defrontar algumas equipas que já militaram na 2ª divisão nacional e por esse facto tem obrigação de serem mais experientes.

No entanto a Balantuna tem as suas armas e também dispõe no plantel de atletas com experiência dos nacionais e juntamente com o resto do plantel vamos seguramente fazer um campeonato tranquilo.

HT: O grupo foi retocado com alguns elementos novos em relação à época passada. Como está a correr a integração desses elementos e quais os maiores desafios que existem para acomodar rapidamente todos os atletas?

JLS: Sim a equipa foi retocada com critério para podermos ter mais opções.

A integração dos novos elementos está a ser feita de forma a que não se perca o ADN da equipa.

Os novos reforços têm características diferentes e como é natural uns tem mais dificuldades que outros em fazer a sua integração e nunca é fácil fazer a adaptação a um novo clube e um novo treinador com métodos diferentes do que estavam habituados, mas com trabalho, dedicação e humildade vão encaixar rapidamente nos nossos processos e dar o melhor contributo para sermos mais fortes.

HT: Na época passada estiveste ausente durante alguns treinos e jogos devido a uma intervenção cirúrgica. Como te sentiste ao viver a realidade da Balantuna afastado fisicamente dos locais de acção (treino e jogo)?

JLS: Quem vive, pensa e respira diariamente futsal como eu fica naturalmente difícil estar afastado do que mais gosta de fazer porque sabe que não pode dar o contributo ao grupo de trabalho.

Em dias de treinos tudo era mais ou menos calmo porque não tinha pressão e no fim dos mesmos era sempre informado das incidências, o problema era no dia dos jogos saber que os meus rapazes estavam a jogar era um “martírio” porque ficava impotente sem poder ajudar e sem saber se estava a correr bem ou mal.

São contingências da vida as quais não pude fugir e aproveito para agradecer o apoio de todos nessa fase difícil, principalmente a direção da Balantuna por ter permitido o meu afastamento da equipa e nunca pondo em causa a substituição do responsável máximo a nível técnico.

HT: Apesar de jovem, a Balantuna já atingiu um patamar que poucos pensavam ser possível ao fim de 4 anos. O que perspectivas para o futuro da Balantuna?

JLS: O futuro da Balantuna vai ser o que os seus dirigentes quiserem que seja, na minha perspetiva, repito na minha perspetiva (vale o que vale), com a atual estrutura pode um dia a médio prazo chegar aos nacionais, mas para isso necessita de se munir de mais meios humanos e financeiros para conseguir atrair mais e melhores atletas e assim poder exigir e responsabilizar todos o compromisso dado ao clube.

HT: E o que perspectiva o treinador João Lourival Silva para a sua carreira? Qual é aquele sonho que gostavas de alcançar para te sentires realizado com o futsal?

JLS: Não escondo que tenho o sonho de um dia vir a orientar uma equipa que milite nos campeonatos nacionais, para já não é possível por dois motivos;

1º – Sou treinador da Balantuna

2º – Não disponho para já o curso de nível 2.

Encontro-me neste momento como sabem no tecto dos campeonatos distritais, não importa por quanto tempo me vou manter nesta posição, não é importante, o mais importante é sentir-me bem seja em que divisão for, no clube que tiver de ser e no escalão que me apetecer treinar.

Quero ser feliz e tentar ajudar os outros a serem também felizes.

HT: A entrevista já está longa. Tens algum comentário ou mensagem que queiras deixar?

JLS: Agradecer naturalmente a toda a estrutura da Balantuna a forma como me tem tratado desde o primeiro dia que entrei no clube e dar a garantia de defender os interesses do clube até ao último dia do meu “contrato”.

HT: Obrigado pela tua disponibilidade. Venham daí os desafios da época 2016/2017. FORÇA TUNA!!

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